Sabemos que a nossa missão é árdua, em um mundo desestruturado pelo imediatismo, desemprego, drogas, desamor e desigualdades sociais, enfim o homem está perdendo a capacidade de ver no outro seu semelhante. As famílias vivem em competições, os valores morais, religiosos e culturais estão distantes das pessoas.
Todos os dias é comum vermos ou ouvirmos notícias envolvendo crianças e adolescentes em situação de risco, maus tratos, abusos de toda espécie. Nesses casos o Conselho Tutelar pretende estar presente.
O Estatuto da Criança e do Adolescente é mencionado, mas pouco se sabe dos seus 243 artigos e vários parágrafos. Somos chamados a estar intermediando o cumprimento da Lei com a realidade onde pais e escola, trabalham para a formação de indivíduos. Como impera na nossa cultura a "Lei de Gerson", que destaca só as vantagens, equilibrar na balança direitos e deveres, estabelecer limites exige de nós uma energia extra humana.
Somos convocados a escutar os conflitos, compreender as dores, ajudar na reflexão das possíveis soluções e viver as frustrações próprias do exercício do trabalho.
Estar de casa nova é muito bom, o que precisamos é renovar as caras dos parceiros que venham somar conosco propondo idéias para velhos problemas, como estar incentivando as Entidades prestadoras de serviços com público alvo de crianças e adolescentes; melhorando as condições de nosso Centro de Triagem, pois ainda é o único lugar que temos para abrigar crianças e adolescentes em situação de risco; conscientizando as escolas e entidades que acolhem crianças e adolescentes em seus projetos para que possam dar aos jovens não só informação, mas a formação de valores, estimulando a auto-estima e o relacionamento entre as pessoas. |
|
|